Rui Borges aponta à expulsão de Debast e admite contestação dos adeptos
Mais um deslize em casa e mais um caldo de nervos em Alvalade. O Sporting empatou 2-2 com o Arouca e Rui Borges apresentou-se aos jornalistas com a leitura de sempre nestas ocasiões: houve, segundo o treinador, dois jogos completamente diferentes.
”Há um jogo antes e outro depois da expulsão”
Rui Borges sublinhou que a expulsão de Debast “muda tudo” e condicionou de forma decisiva o desenrolar da partida. Chegou mesmo a afirmar que, sem o penálti, “não se falaria em empate”. É uma explicação legítima do ponto de vista tático, mas que dificilmente serena um adepto cada vez mais impaciente.
O próprio técnico não fugiu ao tema, classificando a contestação nas bancadas como “natural” e admitindo que estes assobios “incomodam”. Sinceridade que se agradece, ainda que o problema de fundo permaneça.
A paciência esgota-se
E o problema de fundo é este: vantagens desperdiçadas a repetir-se, segundas partes fracas e pontos deixados em Alvalade que num campeonato apertado pesam como chumbo. Entre os adeptos, e basta espreitar as redes sociais, já há quem fale abertamente na continuidade do treinador.
Do lado deste blog, o que interessa é simples. As explicações sobre expulsões e penáltis podem justificar um jogo, mas não justificam um padrão. O Sporting precisa de voltar a fechar as partidas que domina — e depressa. Caso contrário, a “contestação natural” deixará de ser apenas natural para se tornar num problema difícil de contornar.